OS 25. UM NOVO OLHAR

15 maio

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Acho que chegou o momento em que eu vi que a felicidade em tempos atuais, em termos egocêntricos de prazer, sucesso individual ser o mais digno propósito da existência humana.

Cresci num lugar que descobri o que é viver em comunidade. Um lugar comum com interesses em comum. Ali tive o privilégio de caminhar com pessoas extraordinárias que me ensinaram com palavras e com atitudes. Também vi muita gente se refugiando nos clichês religiosos, semelhantes à massa que, omissa, assiste e desfila de rei nu.

Me desenvolvi vivendo, alçando, dividindo, multiplicando, me unindo e até festejando da forma mais conveniente possível, mas no fundo queria viver um cristianismo sem jogo de sombras nem maquiagem. Apenas a vida como ela é. Reino,unido; Amor, que nos faz um.

Se era utopia eu não sabia, mas era desejo.

25 anos se passaram… Sou marketeira e coordenadora de moda por formação e hoje envolvida no meio social por pura paixão.  

Mesmo em meio ao efêmero. Não quero um efêmero concreto; passageiro, que não faz o menor sentido- incompreensível. Sem inovação e sem amor.  Não quero codificar ou agir de má fé, quero identificar.

Nesse clímax de vontades, desejos, idéias e inconformidade, passei a ver um espaço construído de sotaques, abraços, oportunidade que leva o clima tropical ao calor humano e emergi nesse meio. Não teve como fugir. Me encontrou e me encontrei.

Me tornei cidadã.

Estava e está tudo tão ali: o jeito de olhar, de sorrir, de amar, de andar em direção ao outro, da mania de ser amigo de todo mundo, do dia que nasce feliz, do costume de morar no ‘paraíso’, do sorriso incondicional, da simpatia infalível e da simplicidade completamente completa.

Então, o gosto por ajudar as pessoas simplesmente surgiu. O engajamento em movimentos sociais se tornou a fotografia de um por do sol no meu cenário de vida. Vi relevância. Tive a experiência e certeza de que o modo que eu estava olhando para o próximo e o modo de como eu estava tratando a criação refletia a maneira de como eu me sentia em relação ao Criador.

Justiça é isso,  é responsabilidade. É ter o olhar voltado para as ruas cheias de gente e tomar uma atitude de inspirar a mudança, encorajar o desafio e carregar a iniciativa de ser luz. É o prazer de ter uma vida em comunidade ora semeando, ora cuidando e ora florescendo.

Desenvolvendo amor.

Sendo Karen para alguns, Ká, Kaká, Kakolina ou Kakazita para outros, hoje, entro aqui para muito mais do que compartilhar minhas reflexões e ideias, mas para ser  uma ponta ou uma ponte que seja algo que transborde e acabe incomodando e desafiando a querer ser sabor e também a sensação de areia nos pés descalços de alguém.

Que nós possamos tirar todo embotamento mental. Ilusão. Insensatez de ver algo mau e chamar de bom ou ver algo bom e considerar pouco.

Que nós possamos acreditar que a justiça e a equidade absoluta somente serão possíveis pela intervenção de Deus, mas que acima de tudo isso, possamos estampar amor com a certeza que somos seres em quem Deus faz morada.

 

“Vá, onde há a dor, e cura!

Vá, onde não há amor, e ama!

Vá, onde ha a dor, e alegra!

Vá, onde no há amor, transforma!”

-Palava Antiga

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LIBERDADE ENCARCERADA

15 abr

“Minha sensação é que me jogaram num buraco que não tem fim e que eu não vou suportar o medo de não ser aceita pela sociedade que eu vou ter que enfrentar quando estiver em liberdade.” (Michelli da Silva, 38 anos)

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Em meio à plena pena em que há privação completa de autonomia e espontaneidade foi o cenário que a criminalidade deu tom à liberdade.

A injustiça é criativa, encontra lugar tanto nos altos escalões das polícias, quanto na agressão de discriminalidade dentro da igreja, exercendo efeito nocivo que é o de contaminar a alma com desânimo e roubar a esperança.

Foi exatamente assim que Michelli da Silva, umas das 156 reeducandas do Centro de Progressão Penitenciário Feminino de São Miguel Paulista, se sentiu quando confessou seu medo a mim num momento de desespero em meio a uma ação que fiz juntamente com a equipe da Fundação Comunidade da Graça- FCG (www.fcg.org.br) na semana da mulher no ultimo mês de março.

A decisão de cruzar os braços ao invés de abri-los para oferecer e desfrutar da esperança que Deus deixou a todos nós, é reflexo de uma deformação gradual da sociedade, não acham?

Cristãos vivem em liberdade, mas não em estado livre. Estão presos ao preconceito e ao egoísmo; presos ao prazer e a dor própria. Presos a eles próprios; presos ao “Eu”.

Deus enviou seu filho Jesus como antídoto contra esse veneno chamado preconceito e egoísmo que, – sutilmente-  rouba e mata a liberdade que temos em Cristo Jesus. O convite que Ele faz a nós é de vencer essa injustiça, e vencê-la de um mundo injusto. A fim de enxergar os injustiçados que estão tão próximos, trabalhar por eles, e repartir com eles.

Só assim vamos louvar e adorar ao Senhor onde estamos e de todo coração livres de qualquer religiosidade.

Jesus, o ungido de Deus foi preso. Preso por amor. Amor inclusivo. Por esse amor Ele disse: “Pois eu estava com fome, e vocês me alimentaram; Eu estava com sede, e vocês me deram de beber; Eu estava sem casa, e vocês me deram um quarto; Eu estava com frio, e vocês me deram agasalho; Eu estava doente, e vocês me visitaram; Eu estava preso, e vocês vieram me ver. Toda vez que vocês deixaram de fazer uma dessas coisas a algum marginalizado ou excluído, aquele era eu – deixaram de ajudar a mim.” (Mateus 25:35-40 – versão contemporânea A Mensagem)

Amar não é um sentimento, mas é ação que envolve compreensão e misericórdia, ou seja, é uma questão de decisão, de compromisso com o outro.

O amor de Deus quando manifesto entre nós se torna visível a todas as pessoas, pois ele é um sinal vivo da Sua graça e compaixão por nós. Esse amor nos identifica com Ele e ao mesmo tempo nos distingue do mundo, nos levando a agir em benefício das pessoas numa demonstração de interesse genuíno pelo seu bem estar. O interessante é que podemos escolher amar ao próximo como a nós mesmos ou amar só a nós mesmos e as nossas coisas, ignorando todo o resto.

Jesus nos oferece a regra de ouro que deve pautar os nossos relacionamentos:

Faça aos outros tudo o que você deseja que lhe façam e ame ao seu próximo como a ti mesmo.

A norma para todos os cristãos do mundo é que desenvolvam relacionamentos amorosos e enriquecedores, de ajuda mutua de oportunidade, de tolerância e de bondade, pois é assim que a luz resplandece no meio das trevas do egoísmo, da intolerância e do preconceito.

O céu, o Reino de Deus é para os pobres de espírito, humildes e livres de todo egoísmo.

Que nosso desejo seja como o de John Wesley quando disse: Meu desejo é nunca perder de vista tanto o céu quanto o inferno.

CÉU NA TERRA

15 fev

Depois de quase 1 semestre eu resolvi voltar a me expressar por aqui.

#saudades

Estava pensando em como a vida é uma coisa extraordinária e paradoxal.  Cheia de cores e cheia de expressões e decisões. Cheia de ganhos e cheia de perdas. Cheia de céu ou cheia de inferno. Cheia de vida e/ou cheia de morte.

Quando pensamos em perdas, a maior entre elas é sem duvida a morte.

Sim, perdi.

#saudades

Vida- Morte- Saudade

? – ? -?

Difícil compreender tais assuntos, porque a morte contraria a essência do ser humano. Entendo, mas acho que não consigo compreender inteiramente o que Deus faz quanto a isso, porque fomos criados para a eternidade e também para a consciência. É um paradoxo e a única certeza que temos é que o tempo é o limite. Então, olho ao meu redor e não compreendo o que acontece à minha volta. Fico então vulnerável e assustada muitas vezes, pois disparam a ampulheta do tempo da vida, e ela corre. Por isso é tão compreensível ficarmos inconformados com essas limitações: Deus não nos criou para a morte.

Bom, enfim vamos ao que interessa. O clímax de tudo isso que escrevi até agora foi decorrente a um texto que li e refleti na seguinte pergunta lançada pelo autor:

Quantos de nós estariam prontos a acreditar que a vida no pós morte é um prolongamento dessa vida aqui?

É muito comum ouvirmos que o céu é o paraíso pós morte, porque essa é a tradição teológica cristã. Essa figura do céu como lugar acabou se tornando a essência do conceito evangélico de salvação: ser salvo por Jesus é ter um lugarzinho garantido no céu. Por causa disso tendemos a tratar a morte como um ponto de ruptura que vai subverter tudo e colocar todas as coisas definitivamente em seus devidos lugares. Aqueles que forem para o céu serão transformados instantaneamente em seres perfeitos. Os que forem para o inferno serão cristalizados em estado de maldade eterna.

Fiquei pensando no que aconteceria se pelo menos por uns instantes eu aceitasse a proposta da pergunta lançada pelo escritor e considerasse a vida pós morte um prolongamento desta vida…         Bom, nesse caso, as pessoas não seriam transformadas de imediato, mas teriam um longo caminho a percorrer até que se tornassem capazes de viver no céu de fato. Essa é a idéia de C.S Lewis, em seu inquietante livro  O grande abismo, que terminei essa semana (recomendo) onde defende a noção de que o céu é um lugar que nem todo mundo vai suportar ou gostar de estar. Isso nos coloca diante de um conceito a mais em relação ao céu: o céu é não apenas um lugar para onde se pode ir após a morte, mas também um estado de ser compatível com a plenitude de Deus.  Se assim fosse, estar no céu seria equivalente a estar livre do ódio, e enquanto o coração fosse dominado pelo ódio, estaria no inferno, pois o céu não é lugar de ódio, mas de amor. O céu e o inferno poderia perfeitamente ser um mesmo lugar, experimentado de maneira diferente por gente diferente. O que quero dizer é que nossas escolhas em vida já é um ‘tira gosto’ ou um experimento da vida no céu ou da vida no inferno.

“Ser cristão não significa ser religioso de uma determinada maneira, tornar-se alguém (um pecador, um penitente ou um santo) com base em alguma metodologia, mas significa ser pessoa; Cristo não cria em nós um tipo de ser humano, mas o próprio ser humano.”

O céu ou o inferno não serão muito diferentes da terra se andarmos com Deus. Somente quem é puro de coração e submisso a Deus experimenta o estado de graça que o torna um ser verdadeiro e legitimamente humano, capaz de experimentar a plenitude da beleza e do amor. Toda vez que nós tivermos a sensação de que o crime do pecado (qualquer crime, qualquer pecado) compensa, estaremos abrindo mão do que Deus tem para dar e acabamos buscando a felicidade em outro lugar. Trocar satisfação em Deus pelo prazer efêmero do crime é pura tolice. O pecado- o tal do crime- nos bestializa.

Não consigo enxergar a vida sem pensar no próximo, porque a vida, o viver é existir para o outro. É incluir Deus em tudo, desfrutar sem possuir, desfrutar sem controlar, repartir sem empobrecer, doar sem medo de passar necessidade, amar e ser amado. O resto, eu seria ousada em concluir (e concluo) que é inferno.

Acredito que a natureza humana é uma unidade corpo+espírito, que recebe o nome de alma. De acordo com a lógica bíblica, um corpo sem espírito não é uma pessoa humana, é um defunto. Um espírito sem corpo também não, é um fantasma. E em meio a isso tudo, a alma só fica cheia quando a gente faz tudo o que faz na presença de Deus. Caso contrário, é morte. Morte em vida. Inferno na terra.

Portanto, enquanto formos mortais e corruptíveis, não poderemos fazer desfeita para a morte. Mas esse dia chegará. Só a ressurreição fará frente à morte, aniquilando-a, pois a ressurreição é a vitória total, é vida abundante, é céu na terra, a reintegração perfeita das facetas humanas que nunca deveriam ter sido separadas e que foram separadas pelo crime. Aquele tal crime que é pecado. Digo, aquele pecado que é crime. Aquele que faz a gente viver a morte/ inferno em vida. Lembra?

Tá, e aquele que não acredita na ressurreição, como faz?

Bom, aquele que não acredita na ressurreição desacredita de Cristo, invalida a própria fé e não passa de um coitado digno de dó (sim, dó #forte mas explico na seqüência), porque a paz, gratidão, pureza, ingenuidade, esperança, ausência de maldade são experiências que só tem origem em Deus. Deus originou o sopro de vida.

Essa é a alegria com a qual o Senhor nos enche. Viver sem a esperança em Cristo não compensa, porque a alma desbota o que antes tinha colorido vivo. Em outras palavras, a descrença priva de desfrutar a vida que só se encontra em Deus. A vida é em cores.

Meu avô- comentado no começo, aquele que perdi; aquele que sinto #saudades viveu. Sobreviveu a um câncer por 7 anos e escolheu viver. Viveu o céu na terra por quase 88 anos.  Sua morte natural aconteceu no ultimo dia 9. Perdeu o sopro da vida, mas durante sua jornada na terra não escolheu somente sobreviver. Não invalidou sua fé, enxergou, viveu abundantemente, transbordou, inspirou, afetou quem estava à sua volta; Ganhou vida.

Escolheu viver e não só sobreviver.

Viveu Céu na terra.

CRISE DO SECULO, GUERRA DOS SEXOS

12 set

Tenho acompanhado a avalanche de informações e noticiário na mídia a respeito do assunto sobre homossexualidade e tambem das declarações do Dr. Robert Spitzer, que, tendo realizado novo estudo, chegou à conclusão que indivíduos altamente motivados podem “mudar sua orientação sexual de homo para heterossexuais.” Também tenho lido comentários acerca de pessoas que ficam desanimadas diante destas declarações, pois percebem que não têm a motivação necessária para esta mudança.

Tenho pensado nisto tudo, e cheguei à conclusão que para nós, que somos Cristãos, e grande parte enfrenta essa luta com a homossexualidade, estas declarações do Dr. Spitzer não são tão importantes assim, pois creio que o nosso verdadeiro alvo não deve ser meramente a mudança de orientação sexual, ou seja, “mudar de homo para heterossexual” , como é tão comumente proclamado por tantas pessoas, especialmente pelas igrejas que frequentamos.

Qual deve ser o nosso verdadeiro alvo?

Em João 15 Jesus narra uma parábola muito interessante. Nesta parábola nós somos comparados aos ramos da videira, que, permanecendo na videira, produzem os frutos. Ou seja, os frutos são consequência do permanecer na videira, e não de esforços dos ramos para produzi-los. Em outras palavras, a ocupação dos ramos não deve ser produzir frutos; esta é uma mera consequência do permanecer na videira. Semelhantemente, nossa ocupação não deve ser a obsessão com os frutos, ou seja, mudar isso ou aquilo em nossas vidas, mas sim nos envolvermos intimamente com nosso Pai Celestial, por meio de Jesus Cristo. Este envolvimento íntimo, (ou permanência), por sua vez, é que produzirá os frutos (ou resultados e mudanças), cada qual no seu devido tempo.

Além disso, vejo mais alguns problemas quando focalizamos nossa atenção exclusivamente na “mudança da homo para a heterossexualidade:” Em primeiro lugar, nenhum de nós É ou FOI homossexual; todos nós FOMOS, SOMOS e sempre SEREMOS heterossexuais, pois Deus nos criou assim, e Ele não comete erros. Por outro lado, podemos dizer que ESTAMOS ENVOLVIDOS NA homossexualidade, ou que temos PROBLEMA OU LUTA COM ATRAÇÃO HOMOSSEXUAL. Os textos originais da Bíblia não contém a palavra HOMOSSEXUAL, mas apenas palavras que qualificam pessoas que PRATICAM ATOS DE HOMOSSEXUALIDADE. Podemos também dizer que nossa IDENTIDADE SEXUAL HETEROSSEXUAL, por vários motivos, não desenvolveu-se plenamente, AINDA, e estamos temporáriamente “ENROSCADOS” ou ESTACIONADOS na homossexualidade. Creio que é muito mais realista considerar que posso permitir que Deus me leve a um crescimento e amadurecimento de minha heterossexualidade, a qual já existe em mim. Isto coloca as coisas em uma perspectiva mais realista.
Em segundo lugar, se meu enfoque está na “mudança”, quando é que saberei quando realmente “já mudei?” Apenas quando estiver casado, com filhos? Ou quando tiver desejos sexuais apenas pelo sexo oposto? Será que isto é garantia de mudança? E se alguém, que já não pratica mais a homossexualidade, eventualmente experimentar tentações homossexuais, como é que fica? Significaria que não foi liberto da homossexualidade? É claro que não!! Jesus mesmo nos disse que seríamos tentados; que a tentação e as lutas fariam parte da nossa jornada nesta terra. Além disso, quantos de nós até mesmo já experimentamos atração pelo sexo oposto, porém sabemos que ainda há áreas mais importantes que atração sexual, que precisam de amadurecimento em nossas vidas! Desta forma, o enfoque voltado apenas para “mudança” pode gerar muito desânimo, pois o processo, visto desta maneira, é muito lento; a longuíssimo prazo – realmente leva muito tempo, talvez toda a nossa vida. Pode até mesmo ser que alguns de nós nunca cheguemos a experimentar o casamento. Mas seria isto um “atestado” de que não teria havido mudança em minha vida? Ou invalidaria todo o resto da obra de Deus em nós?
Isto me leva a um outro questionamento: para que fomos originalmente criados? Para algum tipo de desempenho, ou para experimentarmos comunhão íntima com Deus? Eu creio que a razão principal pela qual Deus criou a cada um de nós foi para termos comunhão íntima com Ele. Por isso Ele enviou Jesus para morrer em nosso lugar na cruz, para que pudéssemos ser comprados de volta para Ele mesmo. Deus deseja intimidade conosco. E creio que esta intimidade é o que nosso coração realmente deseja. Posso experimentar esta intimidade JÁ, AGORA! Não preciso esperar um só minuto; não é necessário que eu mude isso ou aquilo em minha vida, para que possa entrar em intimidade com Deus; basta simplesmente adentrar o Santo dos Santos, por causa do sangue do cordeiro de Deus, que foi derramado por mim na cruz.

O que Deus mais deseja de nós NÃO É A MUDANÇA, em primeiro lugar, mas sim que adentremos Sua presença e permaneçamos neste lugar. Marta escolheu ocupar-se com as tarefas relacionadas a ter Jesus em sua vida; Maria preferiu ocupar-se do próprio Jesus… Maria provavelmente sabia que havia muitos afazeres domésticos por fazer, especialmente tendo em casa um hóspede tão importante… ou seja, ela poderia ter colocado sua atenção nas coisas que precisavam ser feitas, nas “mudanças”, mas ela também percebeu que estar aos pés de Jesus era muito mais importante.
Por que ficamos tão obcecados pela mudança? Será que ela é tão importante assim? E se a mudança em sua vida levar muito tempo, digamos, dez anos… Isto significa que estes dez anos seriam necessariamente anos de infelicidade e falta de propósito? Por outro lado, digamos que você coloque a mudança de lado (os afazeres), e resolva, como Maria, envolver-se intimamente com Deus, sabendo que Ele já ama e aceita você como você é, e que Ele, mesmo mais que você, deseja ardentemente ter comunhão íntima com você… e você entra nesta comunhão, e aos poucos vai entregando-se totalmente a Ele, e O vai conhecendo mais e mais, aprendendo a ouvir Sua voz… aos poucos você vai começando a sentir o que Ele sente; vai começar a ver as circunstâncias como Ele as vê… e vai começar a querer o que Ele mesmo quer… Quando você se dá conta, as mudanças (os frutos) já estão começando a surgir em sua vida, e você sequer havia percebido…
Isto faz sentido para você? E não é isto que seu coração realmente deseja, ser envolvido nos braços do Pai, e ouvi-lo dizendo o quanto Ele o ama, o quanto Ele se orgulha de você, independente do que já mudou ou não em sua vida? Este tem sido o desejo do meu coração, e é o que Ele me tem dito, sempre que deixo de lado as preocupação com todas as expectativas ao meu redor, e me coloco a Seus pés, e descanso nele.

Não sou contra a mudança. Ela é boa e necessária, e creio que faz parte do plano de Deus para nossas vidas. Porém sou contrária à forma como a mudança é tratada, como algo que mede o quanto já progredimos, especialmente quando esta é ditada pelo mundo, e não pela Palavra de Deus. De certa forma, há um paradoxo nisto tudo. É justamente quando deixo a “mudança” de lado, e me ocupo de minha intimidade com Deus, e passo a cultivá-la como minha maior prioridade, é que a mudança começa a ocorrer! E esta é uma mudança diferente, pois não é resultado de meus esforços para mudar, pois não estou ocupado disto; pelo contrário, é fruto da permanência nele, da intimidade com Ele, uma intimidade na qual não há preocupação com mudança. E este é o fruto que vem acompanhado de paz, alegria e descanso, e que gera louvor e glória ao nosso Senhor Jesus Cristo!

A VIDA COMO UM FILME

13 jun

Tem gente que acha que as grandes cenas da vida começam no grito de ação de algum diretor. Que é só decorar falas do script e treinar aquela entrada triunfal com direito a cabelos voando e tudo. Porém, para chegar o tapete vermelho do sucesso é preciso produzir muito mais que um discurso agradecendo a academia. Às vezes, costumamos abrir a janela e logo ver um cenário lindo, mas tem horas que a vida parece um roteiro em branco e que, aparentemente, nunca vamos sair dos bastidores. Não é?!

É nessas horas que eu digo: Relaxa, pois logo vem um corte e na volta dos comerciais tudo pode mudar. Se algum take não ficar perfeito, o editor mexe um pouquinho, a pós coloca uma corzinha e fica tudo lindo. Sem contar que se a vida nos agredir demais e por resultado nos encurvar, relaxe outra vez, pois o máximo que a vida consegue nos derrubar é nos colocar de joelho e assim Ele nos dá força, firmeza e estabilidade para poder brilhar com a luz do astro principal.

Então, deixe sempre a maquiagem pronta e a piscadinha treinada. Nos preparamos para este momento. Nos preparamos para brilhar. Quando o assistente der o sinal, encare as luzes, a câmera e encontre tudo na ação, fazendo com que o ator e personagem sejam um só pra criar uma historia inesquecível.

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou o coração humano, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.” (1 Coríntios 2.9)

A M O R ao próximo

3 maio

O cristianismo não é uma filosofia como muitos sugerem, nem um conjunto de regras tipo faça isso e não faça aquilo, mas é vida que flui do trono de Deus para todos aqueles que confessam o Seu senhorio. Cristo é o gerador de vida e de esperança para todo aquele que Nele crê. Ele desceu dos céus para nos mostrar a face de um Deus que derrama o Seu amor nos corações sedentos, capacitando-os para amar o outro na mesma proporção que somos amados. Portanto, o verdadeiro amor tem a sua origem em Deus. É Ele quem nos dá um coração pacifico, conciliador e perdoador, que nos capacita para agir com misericórdia diante das dificuldades do nosso próximo. Quando amamos de fato e de verdade damos ao mundo a respeito que ele busca.

Amar não é um sentimento, mas é ação que envolve compreensão e misericórdia, ou seja, é uma questão de decisão, de compromisso com o outro.

O amor de Deus quando manifesto entre nós se torna visível a todas as pessoas, pois ele é um sinal vivo da Sua graça e compaixão por nós. Esse amor nos identifica com Ele e ao mesmo tempo nos distingue do mundo, nos levando a agir em beneficio das pessoas numa demonstração de interesse genuíno pelo seu bem estar. O interessante é que podemos escolher amar ao próximo como a nós mesmos ou amar só a nós mesmos e as nossas coisas, ignorando todo o resto.

Uma coisa é fato: Palavras perdem completamente o sentido se não forem seguidas pela tolerância, pela bondade, pela compreensão, pela humildade, pela generosidade e nobreza de coração!  Alguém pode dizer a uma pessoa: “eu amo você!” e em seguida, diante de qualquer situação que não lhe satisfaz, ou frente às pequenas dificuldades no relacionamento, feri-la com palavras tão duras e cruéis que as palavras se tornam completamente inócuas. Quem já não passou por isso?! Na verdade, as atitudes falam mais alto que as palavras, e a conclusão que se tem é que esse alguém ama a si mesmo e o amor que está na sua língua é egoísta, baseado nas suas próprias necessidades, visões de si e interesses.

Jesus nos oferece a regra de ouro que deve pautar os nossos relacionamentos:

Faça aos outros tudo o que você deseja que lhe façam e ame ao seu próximo como a ti mesmo.

Acredito que a norma para todos os cristãos do mundo é que desenvolvam relacionamentos amorosos e enriquecedores, de ajuda mutua, de tolerância e de bondade pois é assim que a luz resplandece no meio das trevas do egoísmo, da intolerância e do preconceito.

MANUAL DO FABRICANTE

4 abr

Hoje me lembrei de quando me apresentaram o significado das letras. Os livros começaram a fazer parte da minha vida e a Bíblia ser um referencial constante. Através da leitura aprendi a viajar por mundos desconhecidos, saciar curiosidades abrindo a minha mente para novos horizontes e caminhos.

Entender os porquês das dores humanas sempre me impulsionou a novos saberes.

Por amar gente, minha vida tem sido uma busca constante pela compreensão dos seus conflitos. Se percebo em alguém o abatimento próprio das marcas deixadas pela vida, não consigo me manter indiferente, apática. Sinto um desconforto se não posso ajudar de alguma forma, compreender ou minimizar tal sofrimento e dor.

A psicologia, a filosofia ou as religiões não ofereceram respostas as minhas inquietações, mas é sempre no “manual do fabricante” que tenho encontrado o segredo da felicidade e o verdadeiro propósito da vida.

A Bíblia nos diz que somos o resultado dos nossos pensamentos (Provérbios 27.7); logo, se a nossa mente divaga em pensamentos mentirosos, de desgraça, desesperança e derrota, é certo que teremos fracassos e desilusões. O ser humano ama seus hábitos, e pensar errado é um hábito que nos faz agir de maneira errada. Ela também nos diz que a nossa mente precisa ser transformada, que os nossos pensamentos e atitudes precisam ser gerenciados e renovados a cada dia.

Quando eu realmente fui a Jesus, tinha uma cabeça enferma. As estruturas dos meus pensamentos eram equivocadas porque não conhecia a verdade de maneira genuína . Ele me atraiu com laços de amor e me tornou Sua filha amada, me ensinando e encorajando a cada dia. Desde o momento que eu passei a senti-Lo comigo, não havia mais razão para temer e nem para me sentir pequena, diminuída, fraca ou impotente.

A grande verdade nisso tudo é que: quanto mais conhecermos o Senhor e andarmos na verdade, mais prudentes seremos. À medida que nos submetemos à Sua perfeita vontade, os pensamentos pecaminosos e doentios de desvalia e incredulidade vão sendo anulados e os pensamentos bíblicos de saúde, fé e ousadia tomam o seu lugar. Um substitui o lugar do outro. Um toma o lugar do outro.

As fortalezas dentro de nós que nos prendem se rompem e nos tornamos mais livres, alegres, otimistas, desfrutando da vida em abundancia que Jesus nos oferece gratuitamente.

Venha! Beba da água da vida e do seu interior fluirão rios de água viva! (Não é isso que a Bíblia diz?! Diz!)

Temos dificuldade em aceitar o acesso a todas as promessas e bênçãos que o Pai tem reservado para nós, aqueles que tornaram Seus filhos.

Amigos podem nos abandonar, namorados podem nos trair, projetos podem fracassar, empresas podem falir e planos podem falhar. Nem mesmo podemos nos prender aos nossos sentimentos que são instáveis e passageiros. Só em Deus encontramos a segurança que tanto necessitamos. Na nossa entrega e obediência está o segredo da vida que Jesus veio nos oferecer. Ele desceu dos céus com o propósito de nos resgatar das mãos de quem nos oprime, restaurar a imagem dEle em nós, nos renovando TOTALMENTE.

Renovar não é remendar, mas tornar novo outra vez, e em Cristo vivemos em novidade de vida a cada dia.

A velha biografia feita de experiências traumáticas e sofrimento é substituída por uma vida mais que vencedora, mais que abundante por causa da Sua graça e amor!

Sabendo disso, como não render graças e dar honra e gloria a Ele, autor e consumador da nossa fé?!